Salto

 

 Um aperto nos percursos das pistas de salto

É evidente que as dificuldades técnicas do salto são cada vez maiores e mais seletivas, tanto para os cavalos quanto para os cavaleiros.
Olhando para as pistas de 40 anos atrás e comparando com as de hoje, veremos que a diferença entre aquela época e hoje não é tanto quanto à altura dos obstáculos, mas nas dificuldades do traçado e  nas distâncias que o desenhador de percurso força o trabalho dos cavaleiros, da partida à chegada  com caminhos que não permitem o menor descuido.

Tomando como referência os percursos das Olimpíadas modernas, podemos distinguir três fases que mudam de maneira significativa a filosofia dos percursos das provas:

  • Em Munique (1972) as pistas foram caracterizadas por traçados de linhas retas, grandes distâncias entre os obstáculos, obstáculos fortemente armados, voltas de180 graus e obstáculos de grandes larguras.
    As dificuldades técnicas eram por vezes as distâncias ligeiramente mais curtas e algumas combinações.
  • Entre Munique e Seul (1988) aí incluído Los Angeles onde De Nemethy introduziu os obstáculos temáticos e a diversidade das distâncias, alterou-se os traçados para tornar-los mais sinuosos, os obstáculos são cada vez mais leves, e encurtou-se as distâncias entre os saltos, começam a ser cada vez mais constantes as linhas onde o cavaleiro é obrigado a intervir para obter uma boa chegada.
  • Barcelona (1992) muda completamente o conceito geral, introduzindo traçados mais sinuosos, obstáculos muito mais marcantes e leves ao mesmo tempo, linhas em curva, e as distâncias muito mais condicionais.

Esta evolução natural, tanto para a dificuldade técnica, quanto para o espetáculo é justificada por várias razões: em primeiro lugar pelo aumento do número de bons cavaleiros com um nível mais alto de profissionalismo, que procuram na glória olímpica base forte para seu rendimento financeiro, enquanto que desaparecem quase completamente figuras desportivas semiprofissionais
Além disso a criação de cavalos de esporte recebe um número maior de produtos de qualidade, que aumentam a probabilidade de que os cavaleiros cheguem algum dia ao crack estão buscando continuamente. Estes cavalos têm não apenas força e a cabeça boa, como as dos anos 80, mas eles devem ter muita classe para resolver, com êxito, as situações envolvidas e docilidade para assumir o adestramento necessário que os faz suportar o estress produzido por uma prova de grande dificuldade técnica.
E, finalmente, há pistas de qualidade técnica que permitem  provas fortes a partir do ponto de vista físico, sem risco de lesões aos cavalos.

Os dois últimos grandes eventos que ocorreram neste ano de 2010 projetados por Frank Rothenberger (o top designer em todo o mundo atualmente) fornece matéria para reflexões sobre os objetivos que são procurados hoje em uma prova de saltos de mais alto nível internacional. Vamos olhar para o Grande Prêmio de Bordeaux (Copa do Mundo) e Neumünster (***) ocorridos no mês de fevereiro.


CSIW ***** GRAND PRIX DE BORDEAUX (7 de Fevereiro de 2010)

O primeiro que vamos analisar, consistiu de treze obstáculos e dezesseis esforços. Desde o primeiro salto até o último nem um suspiro é dado aos cavaleiros, e a dificuldade da prova está no fato de que todos os obstáculos são derrubados pelo menos uma vez por um dos 36 participantes. Apenas dois participantes terminaram o percurso com zero: Marcus Ehning, o vencedor, com o Holseiner Leconte (filho de Lasino) e Philippe Weishaupt também montando o Holsteiner, Catoki (Cambridge).

Estão colocadas todas as distâncias entre os obstáculos da prova, e entre parênteses a distância mais confortável para a linha assim pode-se verificar a diferença entre as medidas de Frank Rothenberger, e as recomendadas pela literatura.
Por fim está o número de galões que mais se repetiram por todos os participantes no Grande Prêmio.

A Importância da Instrução
Obstáculos Distância F.R. Distância confortável Número de galões
1,2 28 m, s. (28,50) 7
3-4a 17,50 m, s. (18,50) 4
4a-4b 7,80 m, s. (7,75) 1
4b-4c 10,90 m, s. (10,75) 2
5,6 26 m, s. (26) 6
6,7 19 m, s. (18,50) 4
8,9 21,50 m, s. (22,50) 5
9,10 29 m, s. (29) 7
11a-11b 7,90 m, s. (7,80) 1
11b-12 15 m, s. (14,75) 3
12-13 24,20 (22,50 ou 26,50) 5 ou 6

 


GRAND PRIX CSI *** Neumünster (21 de Fevereiro de 2010)

Nesta ocasião foram 40 conjuntos que participaram do Grand Prix. No papel, a pista foi técnica, mas não com as dificuldades de Bordeaux. No entanto, a leveza dos obstáculos das varas de três metros, provocaram derrubes de forma contínua e, finalmente, apenas Holger Wulschner e o Holsteiner Céfalo ( Caretino) foram os únicos sem faltas de todos os participantes.

Voltamos a uma análise do percurso desenhado por Frank Rothenberger.

Obstáculos Distância F.R. Distância confortável Número de galões
4,5 18,30 m, s. (18,50) 4
5,6 25,50 m, s. (26) 6
7ª-7b 10,95 m, s. (10,80) 2
7B-7C 7,90 m, s. (7,90) 1
7c-8 19 m, s. (18,75) 4
9-10ª 25,50 m, s. (26) 6
10ª-10b 10,70 m, s. (10,80) 2
11,12 28 m, s. (28,50) 7

Como foi visto nas últimas grandes competições européias, o objetivo pretendido é o de atingir a perfeição técnica máxima nas provas de salto. Do meu ponto de vista esta é a linha a seguir, uma vez que envolve a busca da excelência na criação de cavalos de salto, o desenvolvimento de um treinamento intenso para alcançar o sucesso na competição, e da dedicação absoluta dos cavaleiros que querem estar no topo da competição global.

Por: Angel Cerdido Gastesi

 

 

Bertalan de Nemethy, o húngaro que conquistou os Estados Unidos

De Némethy começou a montar ainda criança em Gyor, Hungria. Filho do governador que controlava 3 dos 19 estados hungaros. Ele começou a competir no salto adolescência. Devido ao emprego de seu tio como um oficial de cavalaria, de Némethy foi para a Academia Militar de Ludovica, em Budapeste, onde se graduou em 1932 com a patente de tenente. Em seguida, entrou para a cavalaria, montando 6 cavalos por dia na escola, começando com cavalos de dressage, mas antes teve aulas na guia sem estribos e em seguida, montando os cavalos mais novos de cross-country. Ele se tornou instrutor na escola depois de se formar em 1937.

A habilidade de De Némethy como cavaleiro foi excepcional, mas ele perdeu a oportunidade olímpica devido ao cancelamento dos Jogos de 1940. Em vez disso, De Némethy foi enviado para treinar na escola de cavalaria alemã em Hannover, sendo o primeiro oficial húngaro a fazê-lo. Lá ensinou gente como Otto Lorke, Fritz Stecken e Bubi Günther e também  aprendeu o sistema alemão de formação.

 

Foto: Bertalan de Nemethy e Adam II Viena, Áustria 1939

No entanto, a Segunda Guerra Mundial força de Némethy voltar para a Hungria. Mas como o Exército russo se aproximou de Budapeste, ele e seus colegas cadetes decidiram fugir novamente, desta vez para a Dinamarca. De Némethy permaneceu em Copenhague por 6 anos, onde trabalhou como professor de equitação.

Em 1952, De Némethy obteve permissão da Embaixada dos E.U.A.. para emigrar, e se tornou um cidadão em 1958. Ele se mudou para Far Hills, Nova Jersey onde começou a ensinar na Sleepy Hollow Country Club, em Tarrytown, Nova Iorque.

Em 1955, a conselho de William Steinkraus e Arthur McCashin, De Némethy foi contratado pelo USET United States Equestrian Team para se tornar o treinador da equipe de salto.De Némethy aceitou a posição, permanecendo até 1980.

 

Foto: Frank Chapot e San Lucas Olimpíadas do Mexico

 Durante este tempo ele treinou alguns dos maiores nomes do esporte, incluindo George H. Morris, Joe Fargis, Frank Chapot, Kathy Kusner, Leslie Burr, Conrad Homfeld, Michael Matz, Melanie Smith, Neal Shapiro e William Steinkraus. Ele baseou a sua formação no trabalho de dressage, cavalete e guia, que foi publicado no seu livro clássico O Método de Némethy.

 

Enquanto treinador, a equipe de salto dos E.U.A. conquistou a prata por equipe nos J.O.de 1960 e 1972, ouro e bronze individual nos Jogos Olímpicos de 1968 e 1972 . Além disso, todos os quatro cavaleiros medalha de ouro em 1984 foram treinados pela equipe de De Némethy

Além disso, sua equipe ganhou a medalha de ouro por equipe nos Jogos Pan-americanos em 1959, 1963, 1975 e 1979. Sua equipe ganhou 71 das 144 Copas das Nações em que competiu, venceu o Troféu Presidente da  FEI  em 1966 e 1968, e seus cavaleiros  individualmente venceram 72 Grand Prixs  e mais de 400 provas internacionais.

Em 1987 ele  foi admitido no Show Jumping Hall of Fame

Quando Bertalan de Nemethy morreu em 23 de janeiro de 2002, ele encerrou uma época especial.

O ex-treinador da equipe de salto da USEF foi fundamental no desenvolvimento do estilo americano de equitação, trabalhando com os melhores cavaleiros e amazonas do pais, na era de ouro do centro de treinamento de Gladstone , Nova Jersey,.

Foi uma situação única, e Bert entrou em cena quando a América estava ansiosa para causar impacto sobre o esporte.

“Ele estava no lugar certo na hora certa”, disse Joe Fargis chefe da equipe olímpica de 1984 e medalhista de ouro individual.

“Bert nos levou a uma nova dimensão de equitação e treinamento de cavalos”, disse George Morris, membro da equipe de 1960 medalha de prata olímpica, que passou a ser um treinador respeitado em todo o mundo.

“Embora ele estando envolvido apenas com o nível de elite o topo puxou o resto”, Morris continuou. “Foi uma receita perfeita. Ele tinha um grande país para trabalhar, ele tinha grandes cavaleiros e uma base preparada de cavalos de “hunter”. Tinha um diamante bruto”.

Em uma entrevista anos atrás, de Nemethy lembrou do que ele encontrou quando assumiu a Seleção de Show Jumping em 1955.

“Eles não estavam sentados atrás em seus cavalos”, disse ele com um sorriso malicioso. “Mas eles não tinham preparação de dressage. Ela não estava na moda ou era conhecida naquela época. Eles tinham experiência apenas na categoria “Hunter”.

Membro do USET Chrystine Jones Tauber, que assumiu o centro Gladstone e trabalhou como diretora de saltos de obstáculos após a aposentadoria de De Nemethy em 1980, notou que ele mostrou aos americanos “o valor de ter um sistema. Sentia-se que, sem adestramento básico e cavalete, os cavalos não seriam capazes de mostrar todo seu potencial”.

Ela lembrou sua ênfase no trabalho na guia sem estribos e rédeas. Seu cavalo favorito para este exercício era Royal Beaver, um aposentado do CCE que andava nos círculos sem a sutileza ou a leveza que de Nemethy exortava aos seus cavaleiros extrair dos seus cavalos.

 

Foto: Bertalan de Nemethy e San Lucas. Aachen, Alemanha 1972

“Você deveria apertar suas pernas até ficarem dormentes”, disse Tauber. “Você mal conseguia andar no dia seguinte.” Mas ela acha que essas lições trouxeram uma uniformidade de estilo e o excelente assento, que se tornou a marca registrada americana.

As contribuições de De Nemethy continuam a ser respeitadas não só por aqueles que estavam próximos a ele, mas também por toda a comunidade de salto onde ele alcançou status lendário.

Os princípios clássicos que o nativo da Hungria aprendeu no período pré Segunda Guerra Mundial nas escolas de cavalaria da Alemanha e Hungria, bem como sua personalidade foram essenciais no processo e sucesso do seu elenco. O impacto que ele causou no salto resultou tanto de seu caráter, quanto de suas habilidades técnicas.

“Ele tinha convicções fortes e nunca as abandonou”, disse Fargis.

“Ele representava o que era justo e certo, e ele fez a diferença em nossas vidas”, lembrou Melanie Smith Taylor, membro da equipe de 1984 medalha de ouro olímpica.

As equipes de cavaleiros do passado recordam com carinho seu mentor e a maneira única com que foram influenciados. Seu sotaque húngaro, que nunca perdeu durante mais de meio século naquele país, parecia dar a suas palavras peso extra, apesar de algumas pessoas às vezes terem problemas para descobrir o que ele estava dizendo.

“Se Bert dissesse para fazer algo, era o que devia ser feito. Nós certamente não iríamos discutir com ele”, disse Michael Matz, cuja primeira experiência olímpica veio com o treinador em 1976.

O treinamento era rigoroso, mas razoável.

“Ele era uma pessoa de classe. Se você fazia algo errado, você sabia que tinha que responder a ele”, disse Matz.

Tauber lembra que Bert “era muito atento aos detalhes, e valorizava a disciplina em tudo, do equipamento à organização. Dieta foi outra coisa que não escapou à sua atenção. “De vez em quando, ele nos fazia passar na balança do celeiro”, disse ela. Felizmente, de Nemethy tinha um senso de humor, e muitas vezes ele precisava dele ao lidar com seus pupilos.

“A maioria de nós passou anos tentando “enganar” Bert naqueles dias de aulas sem estribos no frio da manhã na arena coberta de Gladstone,” disse Robert Ridland, sempre um pouco rebelde.

Diziam que Bert tinha dificuldades para se ajustar aos integrantes da equipe feminina. Os esquadrões de cavalaria em que ele serviu antes da guerra eram todos do sexo masculino, e o mesmo aconteceu em todos os outros países que competiram com ele em eventos internacionais.

 

Foto: Kathy Kuhsner e Untouchable Olimpíadas 1960

“No início dos anos 1970, disse Taylor, “As amazonas não eram consideradas” fortes e confiáveis”, como os homens. Portanto, era muito difícil para nós fazer parte da equipe. Foram muitas tentativas minhas, pessoalmente, para ganhar a confiança de Bert. Mas uma vez que provamos nosso brio, Bert foi sempre fiel a nós”.

Quando ele ia para as atividades sociais que eram uma parte do show internacional, de Nemethy ditava a lei, tanto quando fazia na pista.

“Ele nos dizia, meninas vocês devem estar no lobby do hotel em meia-hora em vestidos longos e com os cabelos arrumados“, disse Carol Hofmann Thompson, rindo enquanto lembrava-se do trauma de três mulheres com apenas um banheiro para elas,tentando seguir as ordens.

“Ele adorava mostrar as suas meninas”, acrescentou ela. Ao mesmo tempo, ele sempre foi dedicado à sua falecida esposa, Emily, que ele adorava. Ele nunca foi o mesmo depois de sua morte repentina em 1997.

Como Joe Fargis, Thompson foi um dos que ficaram em contato com de Nemethy mesmo depois que ele parou de se aventurar muito longe de sua casa de repouso em Sarasota, Flórida. Ela lembrou sua última visita, quando ele ainda estava com dor de uma queda que sofrera.

“Mas ele me fez sentir que eu era o sol do seu dia”, disse ela, o que era típico da forma como ele lidava com as pessoas. Todo mundo achava que era importante para ele.

“Ele deu confiança a todos nós”, disse ela. “Ele me levou de uma autodidata de fundo de quintal para um nível olímpico”.

Assim, muitos cavaleiros que nunca sequer conheceram de Nemethy devem a ele muito do que têm conseguido. “Através dos cavaleiros que treinou, seus discípulos, suas clínicas, livros e fitas, Bert exerceu uma influência profunda sobre a forma de montar dos americanos”,

“Mais tarde, como course designer, ele também ajudou a mudar a maneira de armar as pistas , influência que se estendeu também ao exterior. Todos que estiveram sob sua influência nunca se esqueceram de sua dívida para com ele” disse William Steinkraus Presidente Emérito do USET.

 

 

Beth Assaf1

Neste novo informe, passo à vocês minha opinião quanto aos pisos da Hípica e compartilho com todos uma entrevista do NECO, recentemente publicada e que deve ser lida e considerada por aqueles que procuram praticar o Hipismo com técnica, segurança e disciplina.

Ao final da entrevista , solicitei que fosse incorporado o mini – documentário “ VISITING THE PAST “, com imagens de alguns dos principais cavalos de Neco em competições na Europa, na década de 60. Dentre esses, GRAN GESTE, HUIPIL, CANGACEIRO, SPARTACUS, pouco ou nunca vistos pelos nossos cavaleiros de hoje. Eram animais brasileiros, levados à Europa por navio – sem as facilidades de hoje – mas que obtiveram extraordinários resultados. Todos oriundos de uma escola norteada pelos 3 princípios que acima destaquei.

OS PISOS da HÍPICA

Como sócia da Hípica, Diretora de Saltos da FEER e, sobretudo, como amante deste fantástico esporte, não posso deixar de apresentar minha opinião quanto aos pisos das pistas e dos picadeiros da SHB. Temos hoje a “José de Verda “ e o “ Eloy Menezes” com o piso Tubin & Clèment, aprovados pelos cavaleiros e amazonas que saltaram no Athina e, também, por todos que os têm usado até hoje. Foi ótimo para a SHB.

Mas acho que na reforma, em 2010, da “ Roberto Marinho” e do “ Armando Alencar”, devem ser investidos recursos para a recomposição das bases desses espaços, com os mesmos cuidados adotados para as de 2009. Mas a antiga e boa receita da “areia de fundo de rio lavada” talvez acrescida de um ou outro material novo, me parece a mais indicada e econômica, observando, no que diz respeito à drenagem, o problema do refluxo das águas da Lagoa quando coincidem chuva intensa e maré alta, que impedem o escoamento das águas.

O QUE FALTA É PREPARAÇÃO!
( entrevista de Nelson Pessoa )

Como é essa sua relação de vir de vez em quando ao Brasil?
Sempre fiz e gostei de fazer clinicas. Fiz bastante aqui no Brasil, no passado, mas atualmente não vinha fazendo muito por falta de ter uma pessoa que organizasse, fazendo os contatos, o local e tudo mais. Agora venho tendo uma relação muito grande com o Sergio Stock, que tem ido montar conosco na Europa e se interessou em desenvolver isso. Como faço muitas clinicas por ano nos Estados Unidos e Europa, vir ao Brasil foi uma coisa boa, porque aqui revejo meus amigos, é a minha língua e posso passar experiência e esse ensinamento àqueles que querem.

Por que a opção de morar na Europa?
Hoje em dia, a equitação no Brasil, digamos profissional, está bem evoluída e tem uma atividade bastante grande. Mas 40 anos atrás não tinha nada. O esporte era diletante. Aqui no clube (Hípica Santo Amaro) tinha meia dúzia de cavaleiros, outros poucos na Hípica Paulista, na do Rio de Janeiro etc. Nos anos 60, não se podia permitir viver dos cavalos. Aliás, o profissional não tinha acesso ao clube. O cavaleiro profissional nem sequer tinha acesso às instalações sociais do clube. Então você vê que era impeditivo. Hoje não, esse conceito terminou com os jogos olímpicos lá nos anos 80; hoje é mais profissional.

Podemos apontar que a falta preparo do cavalo no Brasil é o principal obstáculos?
Sim, nós temos, bastantes, mas os cavalos que nós expomos no País não estão no nível ainda dos grandes cavalos mundiais. Não há duvida nenhuma, não tem ninguém que discute isso.

Qual a sua avaliação do cavalo Brasileiro de Hipismo, por exemplo?
Temos uma criação que estáregular, de boa qualidade. São cavalos de uma origem, mesmo sem serem a top internacional. Mas está faltando alguma coisa na preparação dos cavalos. Tem algum caminho que não está funcionando bem, porque há muitos cavalos nascido aquí que foram para o estrangeiro e se desenvolveram; os cavalos que ficam não se desenvolvem. Tem cavalos que foram para Colômbia, Venezuela, México, Europa e se saíram bastante bem. Agora todas as nossas equipes não são compostas por nenhum cavalo nascido, criado e treinado aqui.

Poderia apontar um problema, aqui no Brasil, na questão da preparação dos cavalos?
De forma geral, é um pouco a aceleração, muito apurado o desenvolvimento do cavalo. Há muita competição e isso submete o cavalo a um esforço prematuro.

Pelo que o senhor diz, os cavalos estão entrando em competições muito precocemente, sem antes ter uma experiência. Isso é um problema do Brasil?
Não tanto a competição, mas treinamento excessivo para o cavalo. O cavalo de cinco, seis anos, basta ele treinar pela altura que ele compete, 1m20, 1m30, mas aqui vejo as pessoas puxando os cavalos demais. Isso é uma observação geral e todo mundo concorda com isso. Agora cada um faz com o seu cavalo que quer. Não posso proibir de treinar o seu cavalo demais, não podemos.

Falta então, de forma geral, treinadores qualificados no pais?
Eu diria isso. Todo mundo diz isso, é um fato reconhecido, mas ninguém superou ainda essa barreira. O que se poderia fazer eu não sei. Proibir o cavalo de saltar muito, proibir o cavalo de saltar alto? Não sei, porque, afinal cada um age com o seu cavalo da forma que quer. Mas é uma pena, porque seguramente está se perdendo muitos cavalos.

O senhor também já criticou a falta de qualificação na formação de professores?
Bom, aqui no Brasil todo mundo dá aula. Tem mais professores do que alunos. Como resolver isso? Os responsáveis têm que sentar em torno de uma mesa, confirmar esse diagnóstico e tomar uma iniciativa. Nós não temos nenhum professor que tenha uma formação, uma experiência. Não sei, eu não conheço todos os professores daqui, mas se perguntar: aprendeu com quem? Com ninguém! De onde veio? Do Mato Grosso, da selva …… Ah, senhor é índio? Não, professor de equitação. Muito bem (risos). Na Europa, tem escola para isso. Tinha que ter mínimo um critério, da pessoa apresentar um currículo. Mas aqui não precisa nada disso.

Quer dizer que qualquer uma pode dar aula?
Sim, e digo isso mesmo para as crianças, que é ainda mais perigoso. Temos visto no passado casos de acidentes fatais com crianças, porque falta prudência, falta escola.

O senhor foi formado na escola dos militares. Faz falta isso hoje?
Faz, claro! Há 50 anos dizia que equitação praticada aqui era, em geral, melhor do que hoje em dia. Para cinco cavaleiros daquela época, hoje existem 500. O numero cresceu muito. Entretanto, entre os anos 50 e 60, nós fomos para Europa e tivemos resultados internacionais com cavalos nascidos e criados aqui, o que não acontece hoje. Os cavalos nascidos e criados no Brasil, se vão para Europa não conseguem resultado nenhum. Nos anos 50, o General Eloy, o Coronel Renildo, foram 4º lugar na Olimpíada; ganhamos a Copa da Nações com quatro cavalos brasileiros nascidos, criados e treinados aqui. Hoje em dia isso poderá acontecer porque temos todos cavaleiros criados e formados na Europa, com cavalos europeus também formados na Europa.

A Europa evolui ou nós que regredimos?
Creio que os dois.

A questão econômica não é uma grande dificuldade para os cavaleiros se manterem aqui? A baixa premiação, por exemplo?
Ok! A baixa premiação é sempre a mesma. Na Europa as pessoas também reclamam da baixa premiação; a premiação pode ser sempre maior. Agora, a premiação maior ajudaria no treinamento dos cavalos também? O que iria modificar? Ao contrario, iria prejudicar, porque iriam forçar os cavalos mais ainda. Não acho que isso é explicação, não. A baixa premiação é lamentável sobre todos os aspectos, mas ela não ia fazer o nível dos cavalos aqui aumentar.

O que falta é conhecimento técnicos?
O que falta é preparar mais os cavalos e não forçá-los tanto.

É uma questão cultural?
No fim do ano passado pessoas daqui mesmo reclamaram. O Carlos Johannpeter escreveu um artigo criticando a maneira de preparação dos cavalos para os campeonatos de cavalo jovem. É uma coisa notória, não sou eu quem está dizendo; minha participação apenas é uma a mais.

Essa dificuldade em preparar os cavalos é particularmente nos cavalos de Salto e hipismo ou em outras modalidades também?
Não posso dar muita opinião nas outras modalidades, mas no salto, sim. Agora, no Concurso Completo nosso cavalo ainda está muito fraco. É uma modalidade na qual o ensinamento é mais importante que o Salto, e daí eles sofrem demais e vão muito mal. Vimos nas ultimas quatro olimpíadas as mesmas coisas: saem em últimos lugar no adestramento, fazem zero falta na prova de salto, mas é muito tarde e não conseguem recuperar mais.

Quer dizer que precisamos melhorar no adestramento?
Vamos citar um exemplo: eu não tive a opção de levar muitos cavalos para a Europa, mas levei um potro daqui de dois anos e meio, filho do Baloubet, nascido aqui. Ele está agora com seis para sete anos e é um dos cavalos mais proeminentes que existem lá. Se estivesse aqui já estaria competindo, Lá está se adestrando, se formando fisicamente e se tornando um atleta. Se estivesse aqui acredito que já tivesse feito 50 provas e não teria chance. Acho que ele vai ser um cavalo do nível do Baloubet. Mas isso leva tempo. Rodrigo o montou uma vez no ano passado. Agora está sendo montado por jovens cavaleiros que trabalham comigo, feito provas da direita, esquerda, até atingir a idade de sete/oito anos.

Essa ansiedade se faz pela necessidade de se fazer os investimento virar lucro?
É falta de cultura. É falta de as pessoas sentirem que isso faz mal aos cavalos. Estão fazendo uma coisa que está prejudicando a eles mesmos e aos cavalos. Os juízes dizem a mesma coisa, mas ninguém toma as providências que devem ser tomadas.

Como deve ocorrer a integração entre cavalos e cavaleiros?
A integração deve ser feita entre os quatro e oito anos e de forma tranqüila, deixando o cavalo se formar por ele mesmo, e não forçá-lo à atingir níveis, não existe isso. Vamos transportar para outro meio. Se você pegar um juvenil de 14 anos, medicá-lo para ganhar musculatura e empurrá-lo para a divisão superior, vai arrebentar o atleta. O mesmo exemplo para qualquer outro esporte. Agora, em qualquer outro esporte, essa formação é feita por técnicos e aqui são feitas pelo dono do cavalo, ou pelo cavaleiro do cavalo.

Como for a sua formação?
Quando iniciei, para começo de conversa, tínhamos muito respeito pelo instrutor e pelo seu superior, coisa que não existe mais hoje. Depois fui para a Europa. Hoje crio cavalos. Um dos melhores cavalos que o Rodrigo tem nasceu na nossa casa; hoje tenho cerca de 10 cavalos criados em casa.

Percebemos na sua clinica que o senhor enfatiza muito condução. Nota-se, também, que a grande dificuldade não é saltar, mas conduzir o cavalo…
É um esporte que são dois, um animal vivo entre as pernas e um cavaleiro. Um tem que comandar o outro; o cavaleiro tem que comandar o cavalo, então, para isso, tem que se acreditar nisso e trabalhar esse ponto para desenvolver essa parte. É a parte, digamos, menos agradável do esporte que é esse plano de preparação, mas extremamente importante. Aqui as pessoas só gostam de saltar. Você olha para os picadeiros e estão todos vazios, porque não tem assistência. Chega aqui, aqui a pista cheia de gente saltando.

Como avalia o desempenho dos cavalos Lusitanos no Adestramento das Olimpíadas?
Acho um grande esforço dos criadores. Eles criam por uma grande paixão a esse tipo de cavalo, mas é uma disciplina na qual estão longe de chegar a emparelhar com os cavalos holandeses e alemães. Isso vai ser uma missão muito dura.

Para finalizar, qual a grande lição que o senhor aprendeu desse convívio com os cavalos durante tanto tempo?
O cavalo ensina a você muita coisa. O cavalo é o melhor professor de modéstia a humildade. Você está contando com o cavalo, mas chega na competição e ele mostra a você que não é bem aquilo, que você não está no ponto. É preciso paciência.. paciência.. Você tem sempre que aprender algo a mais, para poder compreendê-lo entendê-lo. Os cavalos falam, escutam, se manifestam.. Cavalo é uma criança e faz uma atividade para a qual não feito para isso. Não foi para carregar um homem e saltar obstáculo. O cavalo é um grande mistério, eterno segredo.

    

“Esta é uma carta conjunta do Presidente do IJRC (International Juming Riders Club) Rodrigo Pessoa e dos membros do Comitê do IJRC Ludger Beerbaum, Francois Mathy, Eleonora Ottaviani, Cayetano Martinez de Irujo, Peter Wylde, Steve Guerdat, Michel Robert e Roberto Cristofoletti, dos cavaleiros de CCE Bettina e Andrew Hoy, do Presidente do IDRC (International Dressage Riders Club) Margit Otto-Crépin dos membros do comitê do IDRC e de Wayne Channon, membro do Comitê para um esporte limpo e do Presidente da Comissão de Atletas da FEI Lee Pearson. 

Com o apoio incondicional dos atletas que nós representamos nós fazemos esta declaração em seguida a declaração formal da Presidente da FEI no caso da cinco vezes medalhista olímpica no adestramento, Isabell Werth.

No dia 5 de jujho de 2009, a Presidente da FEI declarou a várias pessoas da imprensa no CHIO Aachen, que na sua opinião a FEI como organismo regulador do esporte equestre deve aceitar sua responsabilidade na crise que nós vivemos  no quesito doping em nosso esporte.

Em que pese o tribunal independente da FEI muito provavelmente estará punindo severamente os casos de doping, ela acredita que atletas como Isabell Werth não precisam trapacear para aumentar sua performance, mas ao contrário são vítimas de um sistema pouco claro.

Nós estamos animados com sua fé em nós e queremos dizer que nos juntamos a ela com nossas vozes e nosso apoio na luta contra o doping.

A Presidente da FEI e todos os atletas das três modalidades olímpicas têem uma visão clara do futuro.

A FEI criou a Comissão Ljungqvist para o esporte limpo e a Comissão Steven para verificar a extensão do doping no nosso esporte. Como cavaleiros nós estamos representados na Comissão Ljungqvist e somos parte do esforço para achar uma solução.

Nós precisamos de uma definição clara e exata do que seja doping e medicação no nosso esporte.

Nós concordamos, que sendo parte destas discussões traremos este esclarecimento e após um período necessário de consultas, nós aceitaremos as punições para os casos de doping no nosso esporte de acordo como código da WADA(Agencia Mundial Antidoping) tanto para os cavalos como para os cavaleiros.

Nós temos um grande sentimento que fomos incapazes de nos comunicar com a FEI e que nosso organismo regulador internacional, pouco ou nada entendeu do que aconteceu no terreno do nosso esporte. Falhas para compreender nossas solicitações para esclarecimentos nas listas de medicamentos e doping é uma preocupação duradoura e já nos dirigimos exaustivamente a esta área anteriormente, e sentimos nunca ter atingido este ponto da crise.

Entretanto, nós apoiamos o trabalho da Presidente da FEI, acreditamos na Comissão Ljungqvist como um veículo para criar uma solução unificada e duradoura, porque nós realmente acreditamos que estaremos desonrando nossos paises, nosso esporte, nossos cavalos e a nós mesmos se trapacearmos

Foto: Nick Skelton com Arko III
                                                                                 
                                                                               Text: Dr. Carlos Rosa Santos (MV)

Todos têm a sua meta quando abraçam a carreira de saltos de obstáculos. Para alguns é unicamente uma forma de passar um fim-de-semana agradável, em boa companhia e com o seu animal preferido. Os obstáculos providenciam-lhes o desafio e o risco, suficientes para saírem do marasmo provocado por uma semana de trabalho.Para outros é uma forma de vida. Este grupo, é quase, se não totalmente, composto por fanáticos que comem, bebem e dormem CSO.A maior emoção deste mundo é montarmos um cavalo bem ensinado e fazer um percurso o maior possível. O grande problema da raça humana em geral é terem fixado uma série de leis para ela própria no que diz respeito a preparar-se para um trabalho e outras para os seus animais. O cavalo é de certa forma, uma animal que se apresenta naturalmente preparado conseguindo boas ‘performances’ mesmo sendo mal montado. Também as executa com músculos subdesenvolvidos e em muitos casos com agravantes de dores nas articulações, nas costas, etc.Na sequência destes problemas o cavalo chega ao fim da sua resistência física e da sua tolerância. Nessa altura qual é a sua recompensa pela sua tolerância inicial? Geralmente é um ataque de ignorância – a vida do infeliz cavalo torna-se ainda menos tolerável ao ser castigado por não estar em forma, por estar cansado e com músculos e articulações doridas.Não é difícil aceitar que em qualquer desporto a instrução seja tudo, e que a meta a atingir na pista, é e deve ser a prova dessa instrução e respectivo treino. Porque outro motivo seria que a competição a alto nível, onde em muitos casos é tão apertada que se vence por um centésimo de segundo e onde na verdade não é invulgar o empate. Isto não seria possível se esses cavaleiros não afinassem até ao mais alto nível dos seus talentos e habilidade os corpos e mentes dos seus cavalos.
Foto: Ludger Beerbaum com Goldfever
Uma pergunta que faço com frequência é “quem é o seu ídolo?”. A resposta, é frequentemente fácil de prever: “John Whitaker, Nick Skelton, Michel Robert, Ludger Beerbaum entre outros. “Mas para meu espanto não é invulgar a resposta “não sei” ou “não tenho”. Como é possível em qualquer desporto não se ter um ídolo?Outra pergunta que costumo fazer é: “o que acha que pensaria o cavalo do seu ídolo, se lhe fosse permitido a si montá-lo?”. A resposta é sempre: “Bem! Seria óptimo uma vez que esses cavalos estão bem ensinados! Estão à espera de comandos, para parar e para virar. São activos, equilibrados e trabalham com ritmo; fáceis de controlar sem grandes brigas e o mais importante, são fortes e flexíveis”.Um outro ponto interessante que poderiam constatar sobre estes cavalos bem trabalhados, é que eles aguardam que lhes seja indicado o que fazer.  Não se alteram nem ficam ansiosos, não tentam antecipar-se às ajudas dadas fora de tempo, nem procuram compensar a posição desequilibrada do cavaleiro no arreio, descaindo para dentro ou para fora do círculo na tentativa de não caírem. Estes cavalos mantêm-se calmos, cientes que os seus cavaleiros não só sabem o que fazer mas como o fazer.Isto coloca-nos a questão de porque é que não tentamos copiar os nossos ídolos, tentando perceber o que fazem e porque o fazem.

Infelizmente Portugal  não tem uma política definida de ensino, não existe um esquema de instrução para o Triunfo o qual subscrevo. Qual é o objectivo principal deste esquema? Introduzir e pôr à disposição a todos os níveis de competição e em todas as disciplinas abrangidas pela FEP, a instrução de qualidade.

Devem existir verbas para subsidiar a instrução de qualidade, oferecer aulas (intermediárias, avançadas e de elite) baseando-se no mérito de cavaleiros com menos de 21 anos e juniores. Contudo o ensino existe no nosso país apenas numa base privada, sendo as aulas ou estágios em grupo, nem sempre economicamente acessíveis.

Fonte:Equisporte

  1. Mariana Pereira Simão
    23/06/2010 às 9:00

    Gostaria de aprender muito mais.O que leio leva-me a acreditar que os estágios são muito importantes para quem quer ser um cavaleiro com letra grande, eu quero e vou conseguir.Farei tudo para que o meu cavalo se sinta bem, tenha vontade de trabalhar comigo todos os dias como eu tenho vontade de trabalhar com ele.muitas vezes choro porque sei que ele está cansado….e só eu é que percebo.
    Obrigada pela oportunidade.

  2. Denise Kozemjakin
    10/10/2010 às 12:08

    Excelente artigo! Chama a atenção o preciso diagnóstico nacional feito por Nelson Pessoa!

  3. CARLOS DA ROCHA TORRES
    12/10/2010 às 11:40

    A caracterização do hipismo profissional, a partir da década de 70, acabou com todos os vestígios do amadorismo no esporte. O profissional enfoca o esporte de modo totalmente diferente do cavaleiro amador. O profissionalismo exige resultados para compensar os elevados investimentos realizados pelos patrocinadores.
    O cavalo deixou de ser o ator principal do espetáculo; cedeu sua vez aos cavaleiros e principalmente aos armadores de percurso que colocam para serem saltadas verdadeiras armadilhas que alternam distâncias curtas ou longas que obrigam os animais a esforços tremendos para tentar saltar tais armadilhas. É comum vermos cavaleiros de ponta no hipismo mundial reforçar a ação de trabalhar o animal com outras ações menos nobres que, felizmente, são desmascaradas pelo sistema que fiscaliza a dopagem dos animais.
    No CCE foi mudada a filosofia da prova e os obstáculos de antigamente com 8 metros de frente cederam lugar aos obstáculos com 2 metros de frente que exigem do cavaleiro um perfeito e absoluto controle sobre o cavalo para poder fazer com perfeição as curvas fechadas e a difíceis e apertadas combinações de obstáculos. Hoje com a extinção das fazes A e C (estradas e caminhos) e da fase B (steeple-chase) da prova de fundo o adestramento ficou muito mais valorizado e exatamente por tal razão a sua reprise foi dificultada significativamente.
    O bom cavalo de CCE de hoje faz muito bem o adestramento, o cross e o salto de obstáculos. Quem não for de tal padrão não tem a mínima chance de ficar entre os dez primeiros da prova.
    O vencedor dos WEG 2010 marcou 78.00 % no adestramento e não perdeu um ponto sequer no cross e no salto.
    A equipe britânica vencedora por equipe realizou um feito inacreditável; todos os 4 animais da equipe perderam zero ponto no cross e no salto. Tal fato nunca aconteceu em uma prova de CCE de Olimpíadas ou WEG.

    Carlos Torres

  4. Mariana Pereira Simão
    18/01/2011 às 10:29

    Continuo a procurar saber mais, treinar sempre, cuidar do meu cavalo com amor e sempre atenta a todos os sinais que ele me possa dar de alguma dificuldade que esteja a sentir.Sei que só eu o conheço. Faz brevemente 2 anos que vivo os meus dias a pensar no tempo, sempre pouco que estou com ele. Agora posso treinar mais 2 dias que até aqui e só isso já me deixa duplamente felix, vou trabalhar para conseguir ir todos os dias ao picadeiro, tratar dele, dar-lhe mimos e trabalhar.Só assim conseguiremos melhor.Parabens a todos os que cuidam dos seus cavalos como eu do Omega IV.

    • Ernani Campos
      18/01/2011 às 11:19

      Parabéns, Mariana!!!!

  1. 25/12/2009 às 16:09
  2. 28/12/2009 às 13:06
  3. 02/01/2011 às 9:32
  4. 09/03/2013 às 9:57

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